27 julho 2010

O Básico sobre as cores




                 Você olha aqueles catálogos imensos de cores e pensa: “E agora? O que é que eu escolho?”. 
               Um consolo: é assim com todo mundo. Então, antes de olhar o catálogo dos fabricantes, sua tarefa de hoje é se aprofundar um pouco na teoria das cores.


Cores primárias: vermelho, amarelo e azul.
                 Talvez você já esteja cansado de saber que essas cores, misturadas geram várias outras... Mas o dado novo que você precisa aprender é que juntas elas formam puro contraste e dão um efeito forte, mas cansativo aos olhos.



Cores secundárias: verde, laranja e violeta
               Elas são feitas a partir da mistura de duas primárias (amarelo + azul = verde, amarelo + vermelho = laranja, azul + vermelho = violeta. Todas juntas, ou duas a duas, as secundárias resultam em uma combinação vibrante e harmônica.


Cores terciárias: 
            A maioria das matizes existentes na natureza pertencem a essa categoria. Elas resulta da união de uma primária com uma ou mais secundárias. Três dessas misturas – amarelo-verde, verde-azul e azul-violeta – fazem uma bela composição. Repare a partir de agora como elas estão presentes em vários ambientes que parecem harmônicos para você.



Cores complementares
        Olhando no disco de cores, as complementares estão sempre diametralmente opostas, por exemplo o vermelho e o verde ou o laranja e o azul ou o roxo e o amarelo. Se você quer um contraste máximo, aposte nelas.



Saturação
        É o grau de pureza de um matiz. Quanto mais pura (ou seja, mais saturada), mais viva é uma cor. As cítricas, por exemplo, são muito saturadas, e podem cansar a visão. Os tons pastéis, ao contrário, são pouco saturados – normalmente são indicados para ambientes em que você quer tranqüilidade.



Cores quentes e frias
                         As cores quentes são o amarelo, vermelho, laranja, marrons e ocres. Entre os tons frios, azuis, verdes, violetas e cinzas. Essa definição tem a ver com a sensação que cada uma delas traz. E isso acontece graças à atuação das ondas eletromagnéticas sobre nosso sistema nervoso. Pessoas expostas por um longo período às cores quentes (amarelo, vermelho, laranja, marrons e ocres) têm a circulação estimulada, o que provoca um ligeiro aumento da temperatura do corpo. Já nos tons frios (azuis, verdes, violetas e cinzas) a reação é contrária. Por isso é tão importante escolher criteriosamente as cores de uma casa, cuidando para que haja alguma diversidade de matizes – assim, o olho não se cansa.

Efetivamente, as cores quentes parecem aquecer o ambiente. Podem, por isso, serem indicadas para áreas de refeição e local onde recebemos amigos. As frias trazem calma, tranqüilidade: normalmente são usadas em quartos e banheiros. Mas isso não é uma regra.

Por onde começar a escolha?

Agora que você já conhece a teoria das cores e sabe, por exemplo, quais trazem contraste, quais são harmônicas, etc, tem uma nova tarefa: observar cada ambiente e, depois, cada parede desse ambiente e se perguntar qual efeito pretende criar. Um roteiro que pode te ajudar:

Analise a função do cômodo.

             O espaço serve para o relaxamento?
             É um local para receber amigos?
             É um escritório onde receberá seus clientes?
             A função do ambiente normalmente trará consigo um tom que lhe caberá melhor.


            Quartos, normalmente, pedem um tom menos saturado. Você não gosta de tons pastéis? Tudo bem. Pode deixar na parede atrás da cabeceira da cama (que normalmente é aquela que dá para a porta) um tom mais forte. Assim, ao entrar no quarto, você sente uma maior energia. A parede oposta, que é aquela para a qual você costuma olhar quando se deita, pode ter uma cor mais tranqüila. Ambientes preparados para receber os amigos pedem cores mais quentes, porém se usar muitos objetos com cor saturada, você vai deixar os convidados muito cansados. Uma única parede de cor saturada, que não fique no ângulo de visão de quem está conversando, pode ser uma boa pedida.


                  Quando falamos de cor, não nos referimos apenas de paredes. Portanto, ao pensar em tons, tente incluir também os móveis nessa brincadeira. Um pufe colorido, almofadas coloridas, quadros... Claro que se você quiser ousar, o melhor é ousar na parede pois quando você se cansar, basta passar duas demãos de tinta e, pronto, tudo fica renovado. Sofás, tapetes e cortinas que são peças grandes podem ter um tom mais neutro e os acessórios podem ser mais chamativos. Isso também não é regra: trata-se apenas de um conselho para quem está começando agora nesse difícil mundo da combinação de cores. Os iniciados podem, e devem!, subverter a ordem.


Como a cor muda o ambiente?

                      Você já deve ter sentido isso: pinta um cômodo com cor mais escura do que antes e ele fica parecendo menor. Sim, a cor tem essa capacidade. Quem mora em apartamento pequeno, então, deve pensar: vou pintar tudo de branco. Hum...também não é assim. Usar tons claros é o mais recomendado para fazer o ambiente parecer mais espaçoso, mas deixar tudo branco pode criar a sensação de ambiente frio. Muitas vezes, por mais incoerente que pareça, o branco total acaba combinando muito mais com salas espaçosas e móveis modernos. Use a cor em seu favor, criando efeitos.

Algumas orientações:


                   Se a sala for muito comprida, criando uma sensação estranha de sala-corredor, você pode aproximar as paredes menores pintando uma delas com tom mais escuro que as demais.


                    Apartamentos antigos, com pé-direito alto, podem ter o forro pintado com uma cor mais escura que as paredes. Isso faz o ambiente ganhar aconchego – em quartos é um ótimo recurso. Apartamentos mais novos, com pé direito de 2,60 m pedem pé-direito na cor branco ou creme.


                      Você tem uma coluna bem no canto da sala? Ao invés de escondê-la, ressalte-a com tons mais fortes do que o resto das paredes.



                          Salas quadradas podem ficar monótonas se todas as paredes forem de uma única cor. Escolha uma delas para usar um tom mais forte.


                         Para ressaltar quadros queridos, coloque-o sobre uma parede de tom escuro – berinjela, marrom, azul marinho, grafite e até preto. Preto? Sim, a preto está na moda, Lembre-se de mais uma regra: um objeto claro numa parede escura parece maior. Um objeto escuro numa parede clara, menor. Tente instalar um vaso verde-claro diante de um fundo vermelho -escuro e verá como o vaso dará a sensação de ser mais luminoso.


                          Salas em L, que sempre causam tantas dúvidas pois sua divisão muitas vezes é confusa, podem ter delimitação de ambientes feita por cores. No canto da refeição, use tons mais quentes. Na área que seria da sala de estar, use cores frias que ampliam o ambiente e trazem maior profundidade.


                            Você leu tudo isso e resolveu partir mesmo para o branco total... Tudo bem, mas saiba que até o branco pede cuidado. A luz refletida nas paredes pode causar tensão e até dor de cabeça. Descubra onde a luz da janela ou das luminárias costuma refletir em cheio e, nestes locais use tons pastel (se gosta de cores claras).


O PODER DAS CORES


                           Depois de ler as lições anteriores, você já sabe: quer tons quentes na sala, mas...ainda não sabe se escolhe o vermelho ou amarelo. No quarto, quer um tom pastel, mas..está em dúvida entre o lilás e o bege. Chegou a hora, então, de refinar a escolha. E, nesse passo, talvez seja o caso de apelar para as influencias que as cores provocam em nosso estado emocional:


Violeta: está associada à intuição e espiritualidade. Em tons muito fortes, pode agravar o estado depressivo. Em tons claros, acalma e aconchega. É próprio para lugares de meditação.



Verde: situada na fronteira entre o quente e o frio, representa a esperança e a abundância. É a cor do equilíbrio: não agita nem relaxa demais. Estimula o silêncio e pode amenizar o stress.



Azul: encabeça o rol das cores frias. Tranqüiliza os ânimos e favorece a amabilidade, a paciência e a serenidade. Em tons suaves, acalma. Mas cuidado com os azuis muito intensos e com os ambientes monocromáticos, que levam à introspecção – situação não recomedada para pessoas depressivas.



Amarelo: alegre, espontâneo e divertido, o amarelo está ligado à criatividade. Ativa o raciocínio e a comunicação, o que torna uma boa opção em espaços onde se depende de atividades mais cerebrais: escritórios, cantos de estudo, bibliotecas. No estar, deixa as pessoas mais relaxadas e extrovertidas.



Laranja - Aconchegante, estimula o otimismo, a generosidade e o entusiasmo, ajudando a levantar o astral. Age sobre o sistema digestivo, despertando o apetite. Uma boa cor para a sala de refeição.



Vermelho - A cor do fogo é também o tom das emoções. Desperta a sexualidade e, em alguns casos, pode fazer aflorar a agressividade. Em casa, o ideal são as pequenas doses. Em excesso, torna-se irritante.



Preto - Expressa um sentimento universal de agressividade, sinalizando sensações de distância e isolamento. Por sua sobriedade, não é raro encontrá-lo em ambientes masculinos. Se estiver presente em detalhes, e não em grandes áreas, é muito sofisticado.



Branco - No ocidente, simboliza a paz e a pureza. No Oriente, o luto. Produz uma sensação de limpeza, frescor e claridade. Um espaço totalmente branco, porém, torna-se monótono e hostil, levando à dispersão.


Como combinar estampas?

                   São elas, as estampas, que vão deixar o seu ambiente personalizado. Uma orientação é infalível: quando usar dois tipos diferentes de estampas, cuide para que elas tenham uma ou duas cores em comum. Quanto mais tons semelhantes, mais harmoniosa ficará a composição. Assim, se você tem almofadas floridas com um fundo rosa, a mesma cor pode estar na almofada listrada ao lado.
Há outras regras simples:


                       Some xadrez, floral e listrado e o resultado será feliz, desde que, como já foi dito, mantenha-se um padrão de cor. Jogar com tons variados resultaria em um ambiente mais criativo, mas isso é tarefa para profissionais.
                            Para conferir a harmonia de cor e estampa e perceber a variedade de tramas, monte sua cartela de tecidos. Com exceção de alguns produtos caríssimos, as lojas oferecem retalhinhos para os clientes. Colocando-os lado a lado você tem uma noção sobre o efeito que causam.

                                  Atenção às proporções: desenhos grandes vão bem especialmente em estofados grandes. Já desenhos miúdos caem bem tanto em estofados de dimensões maiores como nos de tamanho reduzido.

                                Analise o estilo da peça em questão e tente se nortear por ele. Para uma poltrona de linhas retas, por exemplo, esqueça os românticos tecidos florais.


                                   No quarto infantil, vale ousar: misture xadrez, poás e florais, desde que uma única cor prevaleça. Branco como pano de fundo ajuda nessas composições.








Fontes: Aulas de decoração.

Decoração na medida certa

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