23 outubro 2011

Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestina

 Essas rendas parecem reais , são imagens expostas na entrada principal da Feira de São Cristovão


Na feira tem tudo que os nordestinos precisam para ficar bem próximo da sua cultura e matarem um pouco da saudade de sua terra natal.


Levamos nossos hóspedes, Jairo e Fernanda para conhecerem a tradicional feira de São Cristovão, eles adoraram, alias é um lugar que eu gosto muito de ir. A tradição nordestina é uma das culturas que sempre este muito próxima da minha infância e adolescência, adoro a musica, o forró, a culinária e principalmente as pessoas. Passei anos de minha vida participando da festa na casa de uma família muito especial, foram com eles que conheci Luiz Gonzaga e a cultura nordestina e especial a de Pernambuco. A festa eram intermináveis e muito animada, eles dançavam forró a noite toda pena que não aprendi a dançar. 

Logo na entrada a imagem de "Padim Ciço" assim ele é conhecido o Padre Cicero, abençoando os seu povo.


A arquitetura ajuda a compor um cenário único. O pavilhão construído em 1952 de arquitetura futurista em sua concepção erudita, que ficou anos fechado hoje abrigar a arte popular que durante muito anos foi rebaixado a arte menor. É justo.


Iguarias para todos os gosto, farinha de puba, como molhada para tapioca, manteiga de garrafa, queijo cualho,cocadas, biscoito e "confeites" nome dado aos doces.


As "pregatas" usadas por cangaceiros e boa parte da população nordestina de hoje.



O Guaraná Jesus foi criado em 1927, num laboratório pequeno em São Luís, pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes e acabou virando um dos símbolos culturais do Maranhão. Em 1980, a família do Sr. Jesus vende a marca à Companhia Maranhense de Refrigerantes e, em 2001, a marca passa a fazer parte do portifólio de produtos da Coca-Cola. Em 2008, Renosa e Coca-Cola dedicaram-se a um estudo sobre o Guaraná Jesus, que resultou na renovação da identidade visual da marca e embalagens do produto, através de uma campanha que teve a participação da população. 

 E o forró come solto, chegamos às 5 da tarde e estava lotado de casais "forrozando".


A decoração muito rica em detalhes, muita chita, que amo, estas luminária de boi bumbá com desenhos que  remete arte de Romero Brito, e o casal de bonecos de Olinda.





Teto um patcwork de chitas, pilões para a paçoca de carne de jabá assada


 Casal de cangaceiro feito com o coco seco


 A religiosidade esta presente em todas as barracas, devotos de São João, São Pedro e Santo António, pintados em estandartes cuidadosamente decorado.



Para dizer a verdade não sei se os pratos são cenográficos ou reais, sei que estão todos protegidos com película  filme. Essa nega maluca é linda deitada em uma rede feita de bambu.


No teto de um barraca, bem longe, captei a imagem de Luis Gonzaga, o rei do sertão, em homenagem a Seu Erasmo e Dona Constância, que tanto me ensinaram sobre tantas coisas, que nem eles mesmos sabem, o quanto foram importante na minha vida, assim como toda a sua numerosa e unida família Passos Jardins. Um povo de cultura latente e de personalidade, solidários, unidos e guerreiros.



No centro da feira tem os rependistas e a literatura de cordel, este nome se deu pela forma que os livrinhos eram expostos em cardões em Portugal no aqui no Brasil encontra-se pendurados em barbantes e as vezes comercializados na mão mesmo, ou no chão. O texto melódico e rimado a historia vai se desenrolando conforme a inspiração do autor ou cordelista. Os cordéis que é um gênero literário popular  vem  desde o renascimento como relatos orais e impresso em folhetos. A arte empregada para as capas ainda hoje e a xilogravura manual . São historias curtas e belíssimas assim como história da novela das 6h - Cordel encantado foi baseada em um desses cordéis.




 E a plateia assiste atenta as rimas do repentistas em duelos constantes.

 Este é o palco central

 Fernanda encantada com o colorido das mantas e redes expostas.




Umas das dúvidas e sempre qual o restaurante escolher,  fui para o mais decorado e não me arrependi , ainda bem porque a galera queria outro. Este fica em frente ao palco dois, no fim da feira, legal que assistimos  ao show sentados.


Um tour pela feira conferindo a decoração!




 Os primos do meu marido um alegria de pessoa.

O cardápio e couro!

Pedimos baião de dois com carne de sol na manteiga de garrafa e macaxeira. Estava delicioso! Este pedido era para duas pessoas, as porções são enormes. Detalhes eles nunca haviam comido baião de dois e manteiga na garrafa, depois pedimos uma caipirinha de umbu.



Mudamos de mesa com a chegada da minha filha e o namorado e os tios do meu marido.


Lindo este arranjo de flores naturais, feito com muito carinho. Aqui em casa sempre coloco os limões na água  do arranjo para usá-los na caipirinha ou na comida, assim ele aumenta o liquido e fica mais fácil para espremer
   

 Meu genro e minha filha


Tio Elton e Tia Fátima os melhores companheiro de farra.



 Uma escapadinha para paquerar !rsrsrs


  Casal gaiato - Jairo e Luciana





O casal - Eles e Sandra

E assim termina nosso fim de semana!
Bjos
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