14 outubro 2011

Sessão dupla de cinema


Aqui em casa respira arte. E meu marido é um amante da 7ª arte* o Cinema é seu hobby, assiste qualquer filme para dar a sua opinião. E eu o acompanho, mas confesso que tenho minhas preferências e comentei que queria um filme diferente, dos "enlatados" americanos, que poderia ser um filme iraniano, francês, menos americano. Aproveitando que iríamos buscar o Kit da Corrida no Shopping Leblon um dos muitos lugares de exibição de filmes e mostras do Festival do Rio 2011 -  Rio de Janeiro Int.'l Film Festval,
resolvemos prestigiar. Aproveitando a atmosfera Parisiense que esta no ar com o Chá entre blogueiras parte 2: uma tarde em Paris escolhemos assistir o Filme A chave de Sarah, era tudo que queria, uma produção francesa.  "Julia é uma jornalista americana que vive em Paris há mais de 20 anos e é casada com o francês Bertrand. Escrevendo um artigo sobre a onda de prisões de judeus na cidade durante a 2ª Guerra, ela se depara com um segredo conectado à sua vida" . Um filme envolvente e triste que faz pensar e que nos surpreente com os franceses.




Dose Dupla

 E como ainda era muito cedo e a cidade, neste momento, estava toda engarrafadas com a volta pra casa, optamos por uma dose dupla, então emendamos em outra sessão, agora uma produção brasileira  Rock Brasília - Era de Ouro um documentario filmado por Vladimir Carvalho desde o final dos anos 1980, "o documentário encerra uma trilogia sobre a construção cultural e ideológica da capital federal." Foi muito bom relembrar tudo isso.

Vivi toda este momento histórico, como sabem morei em Brasília por 30 anos, e o  Rock brasileiro embalava nossas noites, já que em Brasília não se faz nada durante o dia, no máximo uma tarde e noite, frequantavamos os "bobodramos" ( uma multidão de pessoas circulando o tempo todo sem nenhum objetivo) e não muito tarde porque não tem condução durante a noite, e éramos todos menores. Foi quando tudo mudou com o surgimento das bandas de rock que se espalhava pela cidade.
E tempo bom e confuso,
Tempo de transgressões e repressões.
Tempos duros porém bem vivido.
As bandas eram nossa válvula de escape. Apesar de ser uma cria da polícia civil, que não aliviava nem em casa. Não era tão ruim, tinhamos informações privilegiadas e quase nunca nos metiamos em furada, mas as vezes era inevitável.
Imaginem!
Como  era difícil a convivência, mas meus pais nos ensinaram muito e também aprenderam muito também com tudo isso.  O mais importante que aprendemos com ele "que eu não precisava fazer tudo que todos faziam para curtir um bom som e ser contra a politica do momento", eramos "os caretas Punks " poderia, como ele dizia: Ser um deles sem as drogas. E assim foi a minha adolescência dividida entre o MPB e Rock . E sobrevivi como diz Cazuza: Com alguns arranhões.


 



E para quem não conhece A Numeração das Artes, esta é a mais usada. Até onde eu sabia quando sai da faculdade de artes a numeração era até a 7ª arte- cinema, hoje foram acrescidas outras 4 artes. Acho justo!
  1. Pintura;
  2. Escultura;
  3. Arquitetura;
  4. Dança;
  5. Música;
  6. Literatura;
  7. Cinema;
  8. Televisão;
  9. Banda desenhada;
  10. Jogos de Vídeo ou modelismo ferroviário;
  11. Multimédia ou arte digital.
  Adorei minha Quinta -feira espero que gostem  e conheçam a programação no Festival do Rio 2011
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