25 novembro 2011

Casas brasileiras


Uma série de vídeo e reportagens do canal GNT - Casa Brasileira sobre espaços maravilhosos, criados por verdadeiros gênios para abrigar gente de bom gosto. São moradores e profissionais preocupados com os espaços em que vivem, tentando minimizar os intactos, comungando com natureza. Pessoas com preocupações estéticas, mas também ligadas ao bem estar e a família. 

Para começar:
 Casa de Ana Caroline projetada pelo arquiteto e urbanista Índio da Costa.

Bem, na verdade a casa não foi projetada para ela, ela que se projetou na casa. Houve uma comunhão entre a obra e espectador, tão forte, que a levou a comprar obra, neste caso, a casa, e assim nasceu um sentimento platônico.  Ao conhecer o espaço nasce um sentimento latente, e uma convicção "foi feito pra mim". De certa forma arquiteto também  tem em mente o perfil da pessoa que moraria naquele projeto, ela traça um perfil que muito provavelmente, seja compatível com o seu . Ao projetar colocamos sentimentos e queremos que o morador seja feliz no espaço.

Ana Carolina levou cinco anos para encontrar seu espaço ideal.







"Saudade é um registro fiel do passado. É a prova incontestável de tudo que vivemos e ficou impresso na alma"



Nossas casas têm características impar com relações ao resto do mundo, nos queremos o bem estar e também comungamos com nossos objetos, cuidamos e em alguns casos até cultuamos e muitos casos lhe dão vida. Partindo do pressuposto que a palavras "Saudade" é latente em nossa cultura e que existe em torno dela, uma lenda urbana, dizemos que não existe tradução, engano, tradução existe e o sentimento também, mais não tão presente como os nossos. A diferença é que nos Brasileiros culturalmente trazemos este sentimento cravado no peito. Saudosistas que somos e ao mesmo tempo futuristas, gostamos de modernidades com pitadas de saudades (objetos que traduz este sentimento). Ao guardar um  mobiliário, uma caixinha, um vaso estamos na verdade legitimando este sentimento. Por isso nossa casa traduz a nossa personalidade. Queremos esta na moda, seguir tendências, mas sem desapegos estratosféricos. Queremos que a nossa casa traduza logo na entrada as nossas regras e os nossos gostos. Percebam no hall dos elevadores, cada tapete de porta tem um formato, um desenho, uma cor, uma mensagem, e cada identificador de porta contam uma história deferente, ali bem na entrada você começa a identificar personalidades dos moradores.

Nesta foto, por exemplo,

Foto net


1.     Cada um tem uma planta diferente, mas todos as têm então se trata de pessoas sensíveis, que passam parte tempo em casa;
2.     Cada planta traduz um sentimento, a dona da samambaia provavelmente de mais idade, bem provável esta planta a acompanha há muito tempo. As outras duas portas as plantas são do mesmo tipo, mas notem que uma e mais peladinha que a outra, isso provavelmente diz que a que esta com menos folhas é direta e objetiva, digamos  prática e a outra teria mais objetos em casa, mais detalhista. Com tendência a acumulações ou coleções.
3.     Esta aqui da ponta, a árvore moderna e grande para um hall de entrada coletivo, bem esta pessoas deve ser assim também, espaçosa, extrovertida e jovem e diria um pouco sem noção. A planta foi comprada em uma loja de construção ou mercado, pois deste tamanho não crescer neste ambiente. 
4.     As três portas da direita são pessoas mais simples discretas e a da esquerda não tanto.
Perceberam como os objetos falam por si.

Quando convidamos alguém para a nossa casa, quando abrimos a porta da frente e dizemos: - Entre... Neste momento, estas pessoas deixam de ser conhecido e passa a ser amigo, é neste momento que os autorizamos a participar da nossa vida, e a nos conhecer profundamente a nossa intimidade, é como estivéssemos dizendo:  

Você agora faz parte de min. É parte do meu todo


Esta é a minha forma de pensar e criar


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